As emoções base – sentir, viver e gerir

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Queridos pais,

Para hoje proponho que, a partir de hoje, pensemos sobre isto. Não só pelos mais pequenos, mas por nós. Se nós exercitarmos a nossa inteligência emocional, mais facilmente lidaremos com as emoções de quem ainda está a aprender. Faz sentido, não faz?

Medo, Raiva, Alegria e Tristeza são as 4 emoções-base. Todos as sentimos e precisamos de as manifestar, para aprendermos a geri-las e verbalizarmos. Mas então, se sabemos isto, porque não permitimos que as crianças (e nós próprios, muitas vezes) as vivamos. Por exemplo, quantas vezes dizem aos vossos filhos “Pára de chorar!” ou à vossa amiga que naquele dia se sente triste “vá, deixa lá isso, come mas é um chocolate que isso passa. Deixa-te disso!”. Quando é que paramos para ouvir e dizer “Sei que estás triste, mas acredito que vai correr tudo bem”. Quanto às crianças, devemos sim deixá-las chorar quando elas precisam. Isto é uma necessidade pais. Estar triste, pode custar-nos muito sim, mas a EMOÇÃO “TRISTEZA” É TÃO NECESSÁRIA DE SENTIR COMO A EMOÇÃO “ALEGRIA”. Gostamos mais de os ver a rir? Sim, gostamos, mas não sejamos egoístas. Não andemos a evitar que eles chorem, que eles fiquem enraivecidos (e frustrados) porque lhes disseram que “não”. Então, se andarmos nisto quando vão eles ter a oportunidade de gerir esta emoção? Sim, também a EMOÇÃO “RAIVA” É TÃO NECESSÁRIA DE SENTIR E SABER GERIR COMO A EMOÇÃO “ALEGRIA”.
E quando ligamos uma luz de presença? Para evitar MEDO? Primeiro, a luz de presença mostra e cria o medo do escuro, assim como quando se deitam com os vossos filhos, porque têm medo de ficar sozinhos. Cedendo, mostramos que de facto, há razões para ter medo. Sentir medo é normal. SENTIR A EMOÇÃO “MEDO” É TAMBÉM TÃO NECESSÁRIO COMO A EMOÇÃO “ALEGRIA”.

Destas emoções surgem as outras. Estas são as nossas emoções primárias. Como acontece com as cores – primárias e secundárias, tal e qual. De umas desenvolvemos as outras.

Precisamos muito de desenvolver esta inteligência emocional nas crianças, para isso precisamos de permitir que elas as mostrem e as vivam e a nossa função e missão será ajudá-las no controlo e a canalizar todas elas para o bem. Mas atenção! Conseguiremos nós fazer este exercício nos outros, se nós próprios não soubermos como gerir e canalizar as nossas? A resposta será: parece-me uma missão impossível. Por isso, é tão importante pais, vocês estarem bem. E aqui vocês surgem sempre primeiro, no topo desta pirâmide que é a vossa família linda. Isto é o primeiro passo, nesta busca imensa, tão interessante e tão necessária que é DESCOBRIRMO-NOS e conhecermos os nossos limites, as nossas paixões, as nossas necessidades e prioridades, sendo que parto do princípio que a vossa primeira prioridade é a VOSSA FELICIDADE.

“Eu tenho medo.” “Eu sinto raiva.” “Eu estou triste.” “Eu estou contente.” É tudo normal. Tentem identificar estas emoções nos vossos filhos e, muitas vezes, eles não terão a capacidade de vos dizer: “eu sinto isto…”. Então, digam-lhes vocês: “sei que estás triste, porque a prima foi embora, mas ela não podia ficar mais tempo.” – Por favor, não evitem dar um chupa-chupa (como tantas vezes assisto) para compensar o que quer que seja. No máximo um abraço. Quando estão com raiva, deixem que estejam e digam “Sei que estás a sentir-te chateado, mas não podes ir agora à rua agora. Tens 2 opções, ou contas até 20, ou vais para o teu quarto para te acalmares e voltas quando estiveres melhor”.
Emoções, emoções, emoções é do que somos feitos e pouco mais.

Um beijinho do tamanho do Mundo com muita alegria,

Carolina

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