Boas notícias

Queridos Pais,
Bem vindos ao meu novo projeto Mau Maria – Parenting Coaching.
Este projeto é fruto duma enorme preocupação e angústia: o que estão os pais a criar? Que Mundo teremos e seremos no futuro? Depois de assistir de perto àquilo que é a vida real de várias, imensas, talvez até a maior parte das famílias, doeu! Doeu-me muito ver por aquilo que as mães, os pais, avós, os tios… passam. Doeu-me perceber que os pais estão um bocadinho perdidos nesta coisa da parentalidade. Doeu-me por mim, por eles, mas, principalmente, pelas crianças e, no fundo, pelo futuro do Mundo.

Decidi intervir. E, por isso, encaro este projeto como um grito de ajuda e esperança para tantas casas, recheadas de pais um bocadinho “sem a certeza” e crianças “meio baralhadas” sem a noção de onde parar, o que fazer, onde se situar. Esta tal falta de noção, são precisamente os limites que não são, de facto, fáceis de procurar, mais difícil ainda, de encontrar.
Mas sabem a boa notícia? Eles existem e vão fazer toda a diferença. Acredite!
Daquilo que assisti, desde crianças infelizes que fazem birras constantes por tudo e por nada; àquelas que mentem constantemente; às que respondem torto; às que não usam qualquer palavra mágica, ou usam muito raramente quando querem muito alguma coisa; àqueles bebés que não dormem e, por isso, não comem bem e andam rabugentos o dia inteiro; às que exigem tudo “eu não quero o copo azul, quero o verde!”; desde aqueles que mandam, porque eles é que mandam que o banho de hoje seja na banheira, por exemplo, ou “não quero esta comida, isto não presta! Quero bifes com batatas fritas!”; aqueles que chamam “porca” à avó porque ela não deu o que ele queria. Bem, exemplos não faltariam aqui. Qualquer pessoa que leia isto vai dizer, das duas uma, “Meu Deus, o meu filho não está assim tão mal!”, ou, pelo contrário, “definitivamente preciso de ajuda!”; há também os outros que dirão: o filho de fulana tal é que precisava mesmo disto, porque o miúdo é insuportável e faz-lhes a vida negra.”, ou então “o meu faz muitos disparates, mas ainda é uma criança, como tal: é normal.”
Não, Pais! Desculpem, mas não, não é normal!
Normal é educarmos com a consciência de que as crianças de hoje, serão amanhã adultos. Adultos que não terão os pais a protegê-los de tudo, adultos que não serão aparados de todas as quedas. Adultos que terão de enfrentar medos mal resolvidos e defeitos que poderiam já ter trabalhado, ou nunca deviam ter existido. Adultos que cresceram sem defesas e com muitas dificuldades, a achar que o mundo circula, só, e apenas à volta deles. Serão adultos tristes, com dificuldades em exprimir sentimentos. Poderão ser até adultos perigosos, com traumas recalcados. Adultos que lutarão constantemente e se esforçarão por ser diferentes. Adultos que terão comportamentos desviantes e acham que passar por cima de tudo está certo, porque afinal “eu nasci e fui sempre o topo, o Rei na minha casa”. Adultos carentes de amor. Adultos carentes de limites.
Têm razão quando dizem que antes de serem adultos, são crianças. Certo! E voltamos ao “é normal!”, mas então pense, por favor, faça um esforço e volte atrás no tempo. Hoje em dia, não sofre, sente e até luta contra algum acontecimento, ou marca do seu passado? Nós somos muito o produto daquilo que vivemos, desde o berço. Por isso, permita-me que discorde, mas: não, não é normal. E deve ser de criança, o mais cedo possível, também para ser mais fácil para ela, encarreirar nesta questão dos “limites”, da vida real e do equilíbrio.
E sabem que mais? Não é tarde e está nas suas mãos. Esta é uma excelente notícia, apesar de inquietante, eu sei.
Mas afinal não são filhos felizes, mental e fisicamente saudáveis que gostaria de ter?
Conte comigo para o ajudar, vou ouvi-lo, vou estar aí lado a lado para nos focarmos nesta missão juntos. Sem julgamentos. Acontece. O importante é reconhecer. E normal é pedir ajuda.
A parentalidade pode ser tão mais divertida e relaxada do que pensa e do que tem passado até aqui. Tão mais leve, pode ser tão mais cheia de menos culpa e ansiedades.
Eu acredito que há volta a dar e que é possível inverter esta condição que parece ser a tendência dos nossos dias.
Vamos criar estruturas sólidas, casas construídas de cimento, não de papel; famílias com verdadeiro sentido. Fortes, felizes. Crianças que garantirão fazer deste Mundo um lugar melhor. Com menos traumas, menos egoísmos, menos dificuldades; mais amor, mais entendimento; mais alegria e equilíbrio. Vamos dar amor, mas com limites!
Da vossa,
Carolina

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